Tonel dá vitória ao leão
O Sporting venceu esta noite o Leixões por 1-0, em Alvalade, com o golo solitário a ser apontado por Tonel, à passagem do minuto 84, na sequência de pontapé de canto cobrado pelo “capitão” João Moutinho. João Pereira foi titular e um dos melhores, Pongolle suplente utilizado.
Terceira vitória consecutiva para o Sporting, a segunda em 2010 depois do triunfo sobre o Sp. Braga, para a Carlsberg Cup. Desfecho não sofre contestação e peca mesmo por escasso, ainda que o Leixões, sempre mais preocupado em defender do que a atacar, também pudesse ter “facturado” em Alvalade.
Primeira parte praticamente de sentido único, com o Sporting a encostar o Leixões “às cordas”, fruto de futebol veloz, com os jogadores em constante movimentação e a emprestar grande profundidade aos lances de ataque.
Com João Pereira em bom plano, dinamizando o corredor direito dos leões, a equipa de Carlos Carvalhal ficou a dever a si própria o “nulo” ao intervalo.
A produção ofensiva, é certo, nem sempre se traduziu em ocasiões de golo, pertencendo a mais soberana a Hélder Postiga, à passagem da meia hora. Livre de marcação na área do Leixões, o avançado não deu o melhor seguimento a cruzamento tenso de Vuckcevic, cabeceando ao lado.
A equipa que viajou de Matosinhos mostrou-se sempre muito tímida nas iniciativas ofensivas, concentrando-se, antes, em “fechar” os caminhos para a baliza de Diego. Num dos poucos lances protagonizados no meio-campo defensivo do Sporting, o Leixões ficou perto de marcar, com remate forte de Seabra à entrada da área travado por grande defesa de Rui Patrício.
A etapa complementar trouxe mais do mesmo, isto é, o Sporting a atacar e o Leixões, reduzido a dez unidades a partir dos 70 minutos por expulsão de Bruno Gallo, remetido a trabalhos defensivos.
Já com Sinama-Pongolle no lugar de Hélder Postiga, os leões “carregaram” à procura do golo, tendo construído várias ocasiões para desfazer a igualdade. Izmailov e Vukcevic ficaram muito perto de festejar, mas tiveram em Diego um “gigante” na baliza do Leixões.
Diego só não pôde travar o cabeceamento certeiro de Tonel, a seis minutos dos 90, na sequência de pontapé de canto de João Moutinho. A bola entrou no ângulo superior direito e só com “asas” seria possível lá chegar.
Com pouco tempo para reagir, o Leixões lançou-se então no ataque e poderia mesmo ter chegado ao empate, num desvio de cabeça de Pongolle que não resultou em autogolo graças a excelente intervenção de Rui Patrício

